Mansplaining: O que é? Qual a tradução? Exemplos? Entenda!

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Você pode até não conhecer o termo, mas certamente já presenciou uma cena dessas ou até mesmo passou por isso.

Hoje falaremos sobre uma realidade existente, infelizmente notada em grande parte das vezes apenas pelas mulheres, que se demonstra como um dos piores hábitos masculinos: o Mansplaining. Entenda melhor sobre o assunto a seguir.

Mansplaining

Tradução ao pé da letra: “Mansplaining”

“Mansplaining” é uma palavra derivada da junção de “man” (homem) e “explaining” (explicar), referente a um tipo de explicação, muitas vezes banal, de um homem para uma mulher de forma machista. O termo surgiu por volta de 2010 através das palavras de uma grande escritora norte-americana chamada Rebecca Solnit.

Afinal, o que é Mansplaining?

Mansplaining é um termo relativamente novo, mas sobre um assunto muito antigo que é um fardo carregado pelas mulheres. Representa qualquer tipo de comentário ou interrupção de homem sobre uma mulher de forma paternalista.

É quando o homem cisma de ensinar algo para a mulher que ela certamente sabe fazer ou entende sobre, mas ainda assim insiste em impor seu comentário ou ação de forma superior; também representa situações quando um homem tenta provar que uma mulher está errada, quando na verdade ela está certa.

Muitas vezes ele sabe que ela está compreendendo, mas ainda assim dá suas explicações de forma banal. É uma forma de diminuir a capacidade intelectual da mulher sobre algum assunto, sobre o qual ele tem certeza que domina muito mais do que ela.

Muitos desses comentários são feitos de forma estúpida, interrompendo alguma frase ou pensamento da mulher, e quase sempre “mastigado”, como se precisasse ser falado dessa forma para a mulher conseguir compreender o que ele está dizendo.

Mansplaining x Feminismo

Um dos temas discutidos pelas mulheres que mais sofrem de mansplaining, ironicamente, é o feminismo. Muitos homens querem impor suas opiniões nesse assunto sobre experiências que apenas mulheres viveram ou que somente mulheres têm propriedade para falar sobre.

Isso ocorre muito através de frases como “Feminismo não é isso”, “Eu sou mais feminista que você”, “Isso não é assédio sexual”, e afins. Muitas dessas frases são ditas com a consciência de que ele até pode estar errado, mas que há a necessidade de tirar a autoridade da mulher sobre o que ela está falando.

Tudo isso acarreta numa forma de desestabilizar, prejudicar a autoestima e humilhar a mulher na frente de outras pessoas.

Exemplos de Mansplaining

Infelizmente, muitos homens não percebem quando fazem isso, pois carregam com eles uma herança de discurso e hábitos machistas desde suas infâncias. No entanto, muitos fazem isso de má fé e de forma bem lúcida, de modo a se colocarem como superiores não somente nessas situações de “explicação excessiva desnecessária”.

De toda forma, seja qual for o histórico dessa pessoa, é fundamental que os homens passem a reconhecer quando fazer isso. É importante rever atitudes e não permitir que esse tipo de ação seja visto como um ato comum e ainda aceitável.

Para comprovar com isso é uma realidade e nunca foi vitimismo ou exagero por parte das mulheres, exemplos não faltam. Confira abaixo alguns dos exemplos mais populares na internet sobre o tema:

  1. Série “One Day at a Time”, Temp.1 Ep.02

Nesta série de comédia e drama da Netflix, ocorre uma cena para explicar de forma leve mais sobre o assunto.

E ainda temos um homem na cena para comprovar que esse tipo de coisa existe sim, é desrespeitoso e que pode demorar um pouco até eles se tocarem de como é desnecessário e rude interromper em momentos bem específicos.

One Day at a Time
One Day at a Time.
  1. Casos reais do dia a dia (BuzzFeed Migas)

Em julho de 2017, uma página do Facebook chamada BuzzFeed Migas, dedicada a conteúdos mais íntimos e sobre debates entre mulheres, fez uma enquete com a seguinte pergunta “Qual foi a coisa mais óbvia que um homem já tentou te explicar?”.

Os casos relatados não poderiam ser mais absurdos, impressionantes, inúteis e, consequentemente, tristes, comprovando mais uma vez que isso existe no dia a dia. Confira alguns dos casos abaixo:

 

“Um namorado tentou me explicar a importância do homem no dia-a-dia de uma mulher. Ele usou como o exemplo abrir um vidro de palmito. Liguei o fogo, coloquei a panela com água até esquentar, botei o vidro e mostrei pra ele que ele era dispensável. Ele terminou comigo e quem saiu ganhando? Eu.” – Camilla Catão

 

“Eu estava me sentindo desconfortável com o uso do copinho menstrual e comentei com um amigo. Aí ele disse ‘acho que você não está colocando direito, eu li uma reportagem sobre isso. Você tem que ficar relaxada pra colocar e também tem que dobrar direito. Ah, e não esqueça de ferver para limpar’. Eu respondi ‘obrigada por me ensinar a usar objetos que ficam na MINHA vagina porque realmente eu não seria capaz de entender como você entende’.” – Maria Eduarda Bastos

 

“Um impedimento. Caramba, sou formada em Educação Física.” – Daiana Ávila

 

“Recebi uma aula de 30 minutos de um namorado sobre TPM ser um estado psicológico apenas, que aflora o pior lado da sua personalidade e que não tinha causas hormonais, era exclusivamente ‘coisa da minha cabeça’.” – Thais Fernandes

 

“O motorista da Uber tentou me explicar o caminho da MINHA CASA. Eu dizendo a ele que pegasse o retorno à direita e ele insistindo que era à esquerda. Não sei como não me perco todos os dias.” – Olga Priscila

 

“Me explicaram uma vez no trabalho a diferença entre DIU e pílula sendo que eu tenho DIU. Mas como a irmã dele também tinha a bem mais tempo e ele sabia melhor do que eu os efeitos colaterais, esse lance de engordar era tudo coisa da minha cabeça.” – Isabella Pipitone

 

“Uma vez um homem me interrompeu para me explicar o que é mansplaining. Detalhe: eu estava falando sobre isso.” – Diana Gama

 

“Uma vez um homem tentou me explicar como mexer no Instagram. O detalhe é que trabalho com mídias sociais e ele nem Instagram tem.” – Tatielly Machado

Fonte: BuzzFeed.

  1. Uma explicação  NADA relevante

Enquanto muitos cumprimentavam a astronauta Jessica Meir em seu post no Twitter pela sua coragem em estar numa câmara que simula as condições ambientais de um ambiente com mais de 19 mil metros de altura, eis que do nada surge o Mansplaining:

 

Jessica Meir: “Meu primeiro risco >63,000’, zona equivalente do espaço onde a água ferve espontaneamente! Felizmente estou adequada!”.

 

Casey O’Quin: “A pressão ambiental ficou menor do que a pressão de vapor da água na temperatura ambiental. Termodinâmica básica”.

 

Homens, melhorem.

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